Paranaguá é um município histórico brasileiro situado no litoral do Estado do Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba. Seu porto, conhecido como Porto D. Pedro II está situado na Baía de Paranaguá, é considerado um dos principais portos de exportação de todo o país, principal motor da sua economia desde suas origens. Um dos seus principais atrativos turísticos é a maravilhosa 'Ilha do Mel', repleta de praias e lugares onde se encontram a Gruta das Encantadas e a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres. Além disso, o município de Paranaguá guarda um rico patrimônio arquitetônico, um dos mais belos do Estado com templos, palácios, museus e teatros, e conta com umas excelentes infra-estruturas hoteleiras e de lazer, que acolhem a milhares de turistas no decorrer de todo o ano.
Paranaguá possui grande capacidade turística e infra-estrutura, sendo o Berço da Civilização do Estado do Paraná.
Seu patrimônio Natural e Cultural é de grande riqueza, além do Porto D. Pedro II, um dos mais importantes da Costa Brasileira.
O Turista que vem à Paranaguá, vai se defrontar com os Casarios Históricos nas margens do Rio Itiberê, com a Ilha da Cotinga, com o Colégio dos Jesuítas (Museu), com a Catedral, com a Fontinha, onde, bem antes dos brancos, o povo carijó iá matar a sua sede, com a dança do Fandango, com os pratos típicos - o Barreado e o Pirão de Peixe, com inúmeras ilhas dentre elas a famosa Ilha do Mel.
Atrativos:
Igreja de Nossa Senhora do Rocio
O Santuário da Padroeira do Paraná está situado no Bairro do Rocio, à margem da baía de Paranaguá. Construído em 1813, foi reformado e adaptado aos novos tempos e recebe durante todo o ano milhares de fiéis que dão continuidade à devoção de quase três séculos. Localiza-se na Praça Luiz Xavier, tradicional logradouro que possui um chafariz vindo da Inglaterra, composto de ferro e ornamentando com caras de leão.
Igreja de São Benedito
Construída em 1784 por uma irmandade de escravos, é das melhores e mais autênticas edificações populares do colonial brasileiro. Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1962, sendo que em 1967 foi totalmente restaurada. Registra-se em seu interior, magnífico acervo sacro.
Teatro da Ordem
Localizado na antiga Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, obra religiosa do período colonial brasileiro, iniciada em 1770. Sua arquitetura é barroca, toda em pedra e em obras de cantaria, simples nas suas linhas e sem ricas decorações, embora tenha sido freqüentada, no passado, por pessoas abastadas da sociedade parnanguara.
Fonte Velha
Também chamada de "Fontinha" e "Fonte de Cima", sua construção remonta ao século XVII e sofreu várias modificações e acréscimos posteriores. Durante 200 anos as casas da Vila e Cidade de Paranaguá foram servidas pelos "aguadeiros" que abastecendo na fonte, transportavam a água em uma carroça, recebendo dos usuários 100.000 réis por barril. Isto ocorreu até 1914, quando foi inaugurada a rede de água e esgoto. A fonte foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1864.
Casa de Monsenhor Celso
O prédio onde funciona hoje a Casa da Cultura foi construído em fins do século XVIII e era morada do músico Brasílio Itiberê da Cunha e seu irmão Celso Itiberê da Cunha (Monsenhor Celso).
Palácio Visconde de Nacar (Câmara Municipal)
Construído em 1856, a antiga residência do Visconde de Nacar foi sede da Prefeitura Municipal e é hoje a Câmara Municipal de Paranaguá. Apesar das diversas reformas e adaptações, possui características arquitetônicas neoclássicas valendo-se notar a boa conservação, em suas paredes de telas pintadas a óleo de razoável valor histórico e artístico.
Palácio São José (Prefeitura Municipal)
Antigo colégio dirigido por irmãs de caridade, instalou-se em Paranaguá no ano de 1903. Em 1978, o prédio foi adquirido pela Municipalidade e passou a ser sede da Prefeitura Municipal, com sua inauguração no dia do aniversário da cidade, 29 de julho de 1980.
Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá
Antigo Colégio dos Jesuítas, fundado em 1752 e inaugurado oficialmente em 1755. Com a expulsão dos Jesuítas do Brasil, em 1759, através da Lei Pombalina, a Junta da Fazenda manteve na Igreja do Colégio de Paranaguá um capelão com incumbência de conservar o local. Assim foi até 1821, quando a mesma junta determinou que a tropa que guarnecia a Vila de Paranaguá, ali aquartelasse.
Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá
Fundado em 1931, seu acervo contém jornais, porcelanas, armas, moedas, instrumentos de trabalho e peças de mobiliário dos séculos XVII e XVIII. Desta coleção, destacam-se a imagem de Nossa Senhora das Vitórias e o canhão do corsário francês que naufragou na ponta da ilha da Cotinga, em 1718, cuja descoberta foi em 1963 por membros da Sociedade Geográfica Brasileira.
Mercado Municipal do Café
Construção do fim do século passado, um misto de art-nouveau com classicismo, todo em ferro fundido trabalhado em arco e rendilhados. Atualmente oferece refeições com frutos do mar e o artesanato litorâneo.
Estação Ferroviária
Ainda em funcionamento, é o ponto inicial da Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba. Obra iniciada no dia 5 de junho de 1880, data em que foi lançada a pedra fundamental, na presença de D. Pedro II e da Imperatriz do Brasil.
Estrada de Ferro Paranaguá – Curitiba
A Ferrovia Paranaguá - Curitiba que liga o litoral ao planalto é uma verdadeira obra de engenharia que vence os contrafortes da Serra do Mar, numa extensão de 110 km. Construída no período de 1880-1885, possui 14 túneis escavados na rocha, 41 pontes e viadutos de super estrutura metálica. O maior vão vencido está localizado na Ponte São João, cujo comprimento é de 113 m sobre o rio do mesmo nome, a ponte conta com 4 vãos, sendo que o vão médio tem a altura de 58 m.O Viaduto Carvalho, construído com grande tenacidade, está a mais de 900 m de altura, tendo como suporte, muros de arrimo de até 10 m de altura fazendo uma curva de 45 graus no espaço, conhecida como Curva do Diabo.O maior túnel da Serra do Mar é o de Roça Nova, com 457 m de extensão, na altitude de 955 m.
O magnífico panorama dos contrafortes da Serra do Mar com paisagens como o "Véu de Noiva", o Santuário de Nossa Senhora do Cadeado, aliado à técnica do arrojado traçado da estrada continuam sendo uma atração emocionante, mesmo depois de um século.
Porto D. Pedro II
É um grande terminal exportador de cereais. Situado no interior da baía de Paranaguá, sua influência estende-se a uma vasta região do Brasil, além de ser Entreposto de Depósito Franco do Paraguai por acordo internacional. O atual Porto foi inaugurado em 1935.
Sua existência até nosso dias, está ligada aos cinco ciclos a saber: ciclo do ouro, da erva-mate, da madeira, do café e da diversificação, quando seu movimento passou a ser de exportação de milho, soja, farelo, algodão, óleos vegetais etc. A visitação se faz mediante autorização da Administração dos Portos de Paranaguá, Setor de Relações Públicas. Tel: (041) 422-6078.
Rua da Praia
Local onde se encontra a maior concentração de sobrados coloniais, testemunhos fiéis de todo o passado parnanguara. Estes seculares casarios da Rua General Carneiro mostram ainda linhas e formas de colonização portuguesa. Localiza-se em paralelo com a margem esquerda do rio Itiberê. Merece destaque a Praça Newton D. de Souza com seu bonito mural sacro de São Francisco das Chagas, do artista parnanguara Emir Roth.
Rio Itiberê
Está ligado à colonização paranaense, pois foi às suas margens que se fixaram os primeiros colonos transferidos da ilha da Cotinga, quando ainda se chamava Taquaré. É navegável em uma extensão de 2000 m e deságua na baía de Paranaguá. Em suas margens se desenvolveu o antigo núcleo colonial dando origem ao casario da Rua da Praia.
Cachoeira da Quintilha
Formada pelo Rio Cachoeira, que se precipita de uma altura de aproximadamente 20 m, formando uma piscina natural. No local não existe infra-estrutura, sendo recomendável pedir autorização antes de entrar. Situa-se na Colônia Quintilha, a aproximadamente 8 km da BR 277, com acesso pela PR 508 - Estrada Alexandra-Matinhos.
Ilha do Mel
Apresentando uma das mais belas paisagens litorâneas, suas construções históricas remontam ao século XVIII. A Fortaleza da Barra, foi construída em 1767 por ordem do rei de Portugal, D. José I. Objetivou proteger não apenas o local, mas o país, uma vez que em Paranaguá está um dos principais portos do Brasil. Em 1850, nesta fortaleza, o "Combate Cormorant" marcou a história de Paranaguá. O vapor de guerra inglês aprisionou três embarcações nacionais em decorrência do tráfico ilícito de escravos, originando a referida batalha. A paisagem que identifica a ilha - o Farol das Conchas, situa-se no morro das Conchas, e foi construído por ordem de D. Pedro II, cumprindo, desde 1872 até nossos dias, seu objetivo de orientar os navegadores que adentram a baía de Paranaguá. A Gruta das Encantadas está envolta em lendas e histórias fantásticas sobre lindas mulheres que encantavam a todos que delas se aproximavam. A travessia usualmente é feita por Pontal do Sul, numa duração de 30 minutos.
Ilha da Cotinga
Quando do início da ocupação do Paraná, os primeiros colonizadores vindos de São Paulo, com a intenção de chegar a Paranaguá, ali se estabeleceram com receio dos índios carijós que dominavam a região. Situada na baía de Paranaguá, é hoje fonte de mistério, onde acham-se inscrições em ruínas e vestígios do início da civilização paranaense. Faz parte da história desta Ilha, antiga sede da primitiva povoação de Paranaguá, o naufrágio do navio pirata francês Boloret, ocorrido em 09 de março de 1718, sendo que muitos afirmam que os piratas lá esconderam o tesouro. Os nativos são índios carijós, que até hoje habitam no cenário onde seus ancestrais nasceram. Em 1677, foi construída uma capela destinada ao culto de Nossa Senhora das Mercês, demolida em 1699, para se erigir a Igreja de São Benedito no continente. Em 1955 foi pedida a reconstrução da antiga ermida, e em 17 de março do mesmo ano realizou-se uma procissão marítima de retorno da antiga imagem de Nossa Senhora das Mercês esculpida em pedra e vinda de Portugal. No ano de 1993 a Ermida foi finalmente reconstruída, sendo sua inauguração no dia 25 de abril. O acesso ao templo é feito através de rústica escada de pedra, formada por aproximadamente 365 degraus, proporcionando uma bela visão da cidade e do mar.
Ilha dos Valadares
Situa-se a uma distância de 400 m do centro de Paranaguá numa área de 2,8 km2, à margem direita do rio Itiberê. É habitada por praieiros e pescadores que se dedicam à pesca artesanal e cultuam tradições como a de ser o palco do fandango paranaense, única dança típica litorânea. Na ilha, também prepara-se o barreado, comida típica do litoral e pratica-se o artesanato, principalmente cestaria e cerâmica objetos utilitários característicos da região. É ligada ao continente por uma passarela para pedestres.
Pescobrás Pesque-Pague
Um dos maiores centros de pesquisa e produção de alevinos do Sul do país, que a partir de 1996 passou a desenvolver atividades de pesca esportiva e preservação ambiental.
Para tanto dispõe de uma área de 15 ha, onde o aficionado da pesca ou o visitante, tem a oportunidade de pescar, passear a cavalo além de aprender sobre todo o ciclo evolutivo desde a produção artificial dos alevinos, até a engorda.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O artesanato é de contribuição indígena, com uso de matérias-primas como a madeira, a palha, o barro e as fibras vegetais empregadas na confecção de utensílios domésticos, brinquedos, instrumentos musicais e objetos de adorno. Dentre as técnicas de artesanato nativo destacam-se a cestaria, a cerâmica e o entalhe em madeira, encontrados no Mercado de Artesanato na Rua da Praia. O barreado, prato típico paranaense, tem sua origem nos sítios dos pescadores do litoral, sabendo-se que em Paranaguá, Guaraqueçaba, Antonina, Morretes e Guaratuba é preparado há mais ou menos dois séculos. Mais tarde este prato passou a ser consumido pelo caboclo durante o entrudo do carnaval. O nome do prato originou-se da expressão "barrear" a panela com um pirão de cinza e farinha de mandioca para vedar o vapor em seu interior. Compõem o prato, a carne, o toucinho e temperos, sendo um dos mais saborosos do Brasil. |