Nos meados de 1877, quatro famílias fugindo de uma avassaladora seca deixaram o sertão potiguar e seguiram pelos caminhos do litoral. Ao alcançarem a região banhada pelo rio Roxo, fixaram moradia à esquerda de um pequeno rio de águas escuras. As famílias sertanejas mantinham seu sustento através de pescaria numa grande lagoa existente nas proximidades. No caminho para as pescarias noturnas, avistavam com freqüência aparições de um grande círculo de fogo em torno da lagoa com conotação de um autêntico fenômeno sobrenatural. A partir disso, os habitantes pioneiros passaram a chamar a lagoa de Lagoa do Rio do Fogo e conseqüentemente o pequeno rio recebeu o nome oriundo do fenômeno e passou a se chamar Rio do Fogo, originando o nome da localidade. Na trajetória de sua consolidação, Rio do Fogo contou nos primeiros anos com a participação incentivadora de Francisco Apolinário Gaspar, Miguel Elias, José Monteiro, Zeferino de Oliveira, José Teixeira de Andrade, Miguel Arcanjo de Castro, Jerônimo de Castro (primeiro professor do povoado) Maria Nazaré Furtado (primeira professora) e José Porto Filho (poeta). Com o passar dos anos a comunidade de Rio do Fogo foi crescendo e a localidade se desenvolvendo, tendo sempre a pesca local como principal fonte econômica. Depois de pertencer a jurisdição de Touros e posteriormente a de Maxaranguape, Rio do Fogo alcançou sua emancipação política, Rio do Fogo foi desmembrado de Maxaranguape e elevado à condição de município do Rio Grande do Norte.
Pontos Turísticos:
Lagoa Grande
Lagoa de Cutia
Lagoa de Canto Grande
Lagoa do Fogo
Rio Punaú
Lagoa do Parracho
Igreja Nossa Senhora dos Navegantes |